Crónicas de um Engenheiro – Ausência De Paciência

Hoje-em-dia as pessoas têm cada vez menos paciência. Menos tolerância ao erro, menos margem de manobra, menos capacidade de compreender e se distanciar da sua própria posição para avaliar a do próximo. E porquê? Ora bem, é possível atribuir esta mudança de paradigma a diversos factores:
      – Instabilidade económica. O dinheiro (ou a falta dele) cria uma obrigatoriedade do estabelecimento de prioridades, seja no âmbito familiar ou individual. E se no âmbito familiar as prioridades podem nas coincidir para todos os elementos da família, do ponto de vista individual elementos como a moralidade, educação ou dignidade são os primeiros a serem postos em causa, o que nos leva ao segundo factor.

– Educação e noção de valores humanos. Um dos constituintes da personalidade de uma pessoa é o seu sentido de “consciência”. Naquelas situações onde estamos pronto para fazer algo incorrecto, é a consciência que nos desperta para as consequências de tal/tais acto(s). A sociedade neste momento apodrece a olhos vistos, os pais não tem tempo ou sabedoria para educar as crianças; estas, muitas vezes, possuem maus exemplos em casa ou na escola o que as leva a ter muitas dificuldades em distinguir a já se si ténue barreira entre o “bem” e o “mal”.

– Impunidade. Sem dúvida um dos principais factores. O sentimento de que é possível fazer “tudo” sem “sermos apanhados” faz com que, desde de o mais rico dos empresários ao mais pobre dos homens sinta que é possível fazer tudo e mais alguma coisa para seu próprio beneficio, independentemente das consequências. Este sentimento causa uma extrema indignação nas “massas”, o que leva a que, muitas vezes, as pessoas tenham dificuldade em acreditar, compreender e ajudar pois nunca sabem se valerá a pena ou se estarão simplesmente a ser “usados”.

– Infelicidade. “Não tenho nada a perder”. Julgo que esta frase será o ex libris das pessoas que vivem o desespero. A ausência de algo que valorizem ou de algo que as faça sentir valorizadas leva as pessoas e não terem medo de magoar.

Julgo que as pessoas deviam ter noção do que é viver em sociedade. O respeito mútuo e respeito dos limites da liberdade são essenciais num Estado Social. A honestidade e capacidade de convívio são fundamentais, pois tudo está interligado:

cronicasdeumengenheiro.jpg

 

Deixo vos com o pensamento da semana, que muitas vezes ouvi por parte da minha avó:

“O que custa não é viver, é saber viver”

Andreia Azevedo

Andreia é licenciada em Turismo com especialização em Marketing Digital. Adora viajar, comunicar, escrever e criar. O Simply Life nasceu no final de 2015, do seu desejo de criar uma comunidade de partilha dos mesmos interesses.

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