Crónicas de um Engenheiro – Poder vs Dinheiro

Desde o início dos tempos que existem dois conceitos que coexistiram mas que nem sempre representaram o mesmo. “Poder” e “Dinheiro”. Antes de mais nada, deixo uma definição daquilo que, pra mim, o conceito “poder” significa: “Poder” representa a capacidade, intrínseca ou conquistada, de ser ouvido, e influenciar decisões e pessoas de uma forma inusitada e natural.

Se remontarmos aos tempos monárquicos, muitas vezes a Nobreza era mais abastada que a própria Realeza, que o dinheiro que lucrava era pelo estatuto e não por proveitos próprios ou familiares.

Mais recentemente, grandes líderes como Martin Luther King ou Nelson Mandela possuíam uma personalidade humilde e sem uma riqueza monetária transcendental mas eram extremamente poderosos, nomeadamente a nível de influências politico-sociais e movimentação de massas. Fica portanto a ideia que, no passado, não existia obrigatoriedade de alguém “poderoso” ser rico.

Contudo, nos dias de hoje, o que se vai vendo é que o conceito, pra mim honroso, de “Poder” é algo rústico e do passado. Hoje-em-dia, não há “poder”, há apenas e só “ Dinheiro”. Quem tem dinheiro controla tudo. Sejam unidades financeiras (como a Banca e o FMI), empresas multinacionais ou magnatas vindos de toda a parte, desde a Rússia, à Ásia, passando pelo continente americano; representam “os donos disto tudo”. Lideres sociais corrompidos, políticos marionetizados, serviços públicos presos por arames, tudo isto pra lucro dos “suspeitos do costume”. E isto é visível nas mais diversas áreas, Política, Espaço Social, Saúde,Turismo e Hotelaria até o Desporto que supostamente era visto como algo divertido justo (à sua medida) foi corrompido por instituições completamente descredibilizadas em praça publicas ou histórias belas e com mística de certos clubes serem completamente ultrapassadas por clubes de média ou mesmo pequena dimensão por um simples magnata investir milhões e milhões em compras e salários principescos.

Em suma, isto representa uma pequena reflexão sobre a balança do “Poder” e do “Dinheiro” presente comparativamente com o Passado. Para mim, se dantes o “Poder” era visto como algo nefasto, era porque ainda não conheciam o “Dinheiro”.

Uma boa semana, fica aqui o pensamento da mesma:

“Sucede com frequência que os espíritos mais mesquinhos são os mais arrogantes e soberbos, assim como os espíritos mais generosos são os mais modestos e humildes. (René Descartes)”

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